A Psicóloga Marisa Lobo, conhecida por sua atuação contra o ativismo ideológico na psicologia, autora dos livros “Famílias em Perigo” e “Ideologia de Gênero na Educação”, precisou enfrentar uma maratona de acusações e questionamentos durante um programa de TV que, segundo ela, teve vários trechos editados em favor dos ativistas LGBTs.

O conteúdo foi ao ar no Canal Brasil, no Programa Cidade Partida, no último dia 03/04/2018, mas com reprise marcada para o dia 08/04/2018 (domingo) às 15h. Todavia, a gravação do programa foi no ano passado, quando na ocasião a própria Marisa Lobo denunciou em uma transmissão ao vivo feita por ela em sua rede social, visivelmente emocionada, que estava sendo hostilizada pelos ativistas ao ser xingada de “preconceituosa” e outros termos por ela considerados ofensivos.

Ao que parece, devido o ocorrido e às ameaças da psicóloga em denunciar publicamente a situação de constrangimento que sofreu, o programa que estava previsto para ir ao ar pouco tempo depois só foi transmitido pelo Canal Brasil este mês.

Entre os debatedores estiveram presentes José Junior (AfroReggae), Elis Erlanger, Elisa Lucinda e a advogada transexual Giovana Cambrone. “Quatro esquerdistas a favor da promoção [da ideologia de gênero] e apenas eu contra”, escreveu Marisa em sua página no Facebook.

A ênfase do programa se deu com os debatedores defendendo que o ensino de “gênero” seja incluído na grade curricular das escolas, o que significa promover o transexualismo, por exemplo, como uma variante da orientação sexual humana. Marisa Lobo, que disputará o cargo para Deputada Federal em Curitiba esse ano, rebateu:

“A maioria das pessoas não concordam com isso. Nós vivemos em uma democracia, nós temos que respeitar as pessoas”, disse ela, ressaltando que pessoas que não aceitam o sexo de nascimento sofrem com “Transtorno da Identidade de Gênero”, atualmente chamado também na psiquiatria de “Disforia de Gênero” (CID 10 F66.1).

Os debatedores defenderam a autonomia da pessoa, inclusive das crianças, em se autoafirmar como transexuais, como se elas houvessem maturidade intelectual, física e emocional suficientes para tomar a decisão de, por exemplo, fazer tratamento hormonal para a suposta “mudança de sexo”.

Marisa Lobo, por outro lado, foi contundente ao afirmar com base em pesquisas internacionais, que a maioria dos casos de disforia de gênero em crianças são resolvidos com o passar dos anos:

“Então a gente não tem que dizer o que ela é ou não é. Tem que deixar a criança desenvolver. E se não for promovido, aquela disforia pode não ser desenvolvida”, declarou.

Ao acessar o link do Canal Brasil, onde geralmente ficam disponibilizados os vídeos dos programas que já foram ao ar, não encontramos o mesmo disponível. Ao que parece, o vídeo foi excluído do site. Para conferir, clique aqui. Na página da psicóloga está disponível um trecho que você poderá assistir aqui.