Algumas das maiores lojas virtuais do mundo, Alibaba’s Taobao, JD.com e Amazon, a partir desta semana não vendem mais Bíblias online, segundo denúncias feitas por entidades que monitoram a perseguição religiosa em várias partes do mundo, entre elas a ChinaAid, especializada na atividade dos cristãos na China.

A China sinalizou no último dia 02 que estaria garantindo mais liberdade religiosa no país, ao emitir um documento pela primeira vez em duas décadas, onde afirmou que iria se comprometer mais com a liberdade religiosa. No entanto, o governo comunista de Xi-Jinping pediu também que as igrejas se “adequem” mais ao regime socialista.

Na prática, igrejas cristãs na China só podem funcionar com o aval do Partido Comunista Chinês. Apesar de sinalizar uma possível abertura, no entanto, lideranças religiosas sabem que tal iniciativa visa estabelecer regras de atuação que na essência terminam impedindo a liberdade de culto e pregação.

Xinhua, uma das maiores livrarias do país, também deixou de vender Bíblias em seu site. Segundo informações do portal The Daily Telegraph, um funcionário da livraria em Wangfujing confirmou às informações, dizendo que receberam a proibição de venda, mas que não sabe dizer até quando ela estará vigorando no país.

“A liderança está cada vez mais preocupada com o rápido crescimento da fé cristã e sua presença pública, além de sua influência social”, disse Bob Fue, Presidente da organização ChinaAid, ao comentar a prisão de um pastor evangélico por suposta “travessia ilegal”.

Este caso do pastor chinês John Cao, que foi naturalizado americano, é um exemplo de como a cúpula de Xi-Jinping está tentando fechar o certo aos cristãos, utilizando instrumentos do Estado para perseguir, punir e intimidar os missionários cristãos no país, especialmente os líderes.

Ao proibir a venda de Bíblias online o governo chinês pretende impedir um dos meios mais comuns dos chineses terem acesso ao evangelho cristão, visto que se trata de uma forma rápida de aquisição. O jornal chinês Global Times disse que o governo avalia o material como um “produto ou impressão ilegal”.